No Dia Nacional do Fusca, conheça a CONAFA

Fotos: Reprodução Youtube e arquivo pessoal

No dia 8 de dezembro de 2017 o Contran publicou a Resolução 716, que institui a inspeção técnica veicular em todo o País. Poucos dias depois, nascia a Coordenação Nacional de Amantes de Fuscas e Antigos-CONAFA, como uma reação à vistoria. A entidade já congrega 230 clubes ou grupos, conta com 13 sucursais regionais e representa cerca de 10 mil proprietários.

Conhecido como “Tiozão do Fusca”, o fundador da CONAFA, Celso Carlos Murbach, mantém um abaixo-assinado na internet em que defende a isenção da vistoria para veículos com mais de 20 anos de fabricação, e já soma mais de 16 mil assinaturas (vale lembrar que os chamados “veículos de coleção” – com mais de 30 anos e placa preta – já estão isentos).

Para Murbach não é justo que veículos antigos, independentemente da placa preta, sejam avaliados pelos mesmos critérios que os novos, especialmente quanto à emissão de poluentes, uma vez que são de uso restrito em encontros e exposições nos finais de semana, tendo impacto reduzido no caos do trânsito.

“Com 20 anos os veículos já contribuíram com sua quota para o governo, por isso ficam isentos do IPVA. Consideramos justo que fiquem fora da inspeção veicular, pois a tecnologia muda, dificultando sua aprovação”, argumenta.

Murbach conta que chegou a procurar o apoio de uma entidade antigomobilista já existente para sua causa, mas houve recusa. Embora ainda não esteja formalizada, a CONAFA publica todas as suas decisões em ata disponível na página da coordenação no facebook. Murbach explica porque o destaque para o Fusca no nome da entidade.

“É que nos últimos anos os eventos de Fuscas e derivados vêm aumentando exponencialmente, às vezes chegando a ter, em um único final de semana, 2 ou 3 eventos, o que não acontece com as outras marcas e modelos, visto que o número fabricado foi bem menor”, explica.

Murbach é dono do German Rato, um Fusca 1965 totalmente modificado no estilo Rat Look. Para ele, manter a originalidade do veículo antigo ou customizá-lo é uma opção do proprietário e o carro não deve ser avaliado unicamente por este critério.

“Não tenho nada contra as placas pretas, somente tenho algumas restrições a alguns dirigentes que insistem em discriminar abertamente os que não possuem e usam metodicamente a frase ‘Os nossos são antigos e os deles são velhos’. Existem veículos que não são placas pretas e muitas vezes têm um nível de cuidado, esmero e investimento muito maior”, finaliza.

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